Archive for the ‘OFF – Além da Copa’ Category

Álbum ‘Copa do Mundo Disney’

12/05/2010

Para as crianças, os álbuns a serem colecionados não são apenas os de marmanjos posando em fotos 3×4. Há opções, seja o álbum, sei lá, do POKÉMON, dos Cavaleiros do Zodíaco, de qualquer programinha de TV que esteja na moda. Mas também há opções para, se a criança já não gosta, criar um fanatismo por futebol e Copa de maneira diferente e divertida.

Trata-se do álbum Copa do Mundo Disney, que eu colecionei, com meu irmão, no ano de 2002. Há o de 2010 também. Claro que a fama é menor, a dificuldade para trocas é gigantesca, mas você acha ele ali no cantinho da banca de jornal do lado oposto às revistas de CONTEÚDO ADULTO, claro.

Por ser voltado para crianças, o álbum vem com informações interessantes, sim, mas com as figurinhas em desenho usando os personagens da Disney (QUE ÓBVIO, NÃO?). Mas deixo isso claro porque, primeiramente, são CENTO E VINTE personagens usados. Depois, porque a forma como eles aparecem nas figurinhas dão o tom de diversão e atraem a criança a entender os dados de Copa do Mundo ali transmitidos.

Mickey dá cartão vermelho para a traseira de João Bafo-de-Onça

As categorias: Curiosidades e Recordes, A Evolução da Bola, Linha do Tempo, Técnicas e Táticas, Os Campeões (E os Vice-Campeões), Craques Inesquecíveis e Participantes do Mundial.

Na Linha do Tempo, os pôsteres oficiais de cada Copa é reproduzido. Ideia simples, bacana, e que funcionou muito bem.

O álbum só peca nas figurinhas de Táticas, pois elas são sem personagens, apenas um gramadinho vagabundo com bolinhas amarelas fingindo que são jogadores formando, por exemplo, o WM, ou um 4-3-3.

A gente esquece isso quando vê o “Pelé” dando um soco no ar e acertando um passarinho, genial. Nem sei se o pássaro é personagem da Disney, mas a sacada foi boa. Ou não, meu humor pode ser ruim.

Não gostei também da tabela da Copa que há no álbum. Poderiam ter feito mais colorida, com bandeirinhas, usando os personagens… É simplesmente o nome dos países em chaveamento e só.

Por fim, os participantes. Cada um é representado por um personagem, vestido de maneira a representar a nação. Algumas boas, outras nem tanto… Deixo aqui a figurinha de Senegal, só porque até hoje eu sei de cor a escalação deles. Não que vocês tenham interesse nisso, mas tudo bem.

É diversão garantida para a criança. O adulto, de fato, não colecionará, mas é bacana saber que existe. Compre para seu filho. Ou colecione escondido…

OFF – Álbum Brasileirão 97

05/03/2010

Creio eu que o álbum do Campeonato Brasileiro seja a segunda maior paixão dos colecionadores de figurinhas de futebol aqui deste país – a primeira, é óbvio, é o álbum da Copa do Mundo. E como recordar é viver, tirei do fundo da gaveta meu álbum do Brasileirão 97, com duas das primeiras páginas perdidas e duas figurinhas faltando. Aliás, quem por acaso tiver a 162, do Goiás, e a 168, do Guarani, favor entrar em contato!

Ao olhar a primeira página com figurinhas, me pergunto: “Por que raios existe uma seção dedicada apenas a puxar o saco do Zico?”. Tudo bem que ele foi um grande jogador e tal e coisa e coisa e tal, o futebol brasileiro deve muito a ele, mas gostaria de saber o real motivo da homenagem. Afinal, foram duas página só pro Galinho, e ele havia se aposentado já há algum tempo (94). Enfim…

Outra peculiaridade é o fato de todos os mascotes estarem juntos, em uma seção específica, e não nas páginas das equipes, como de costume. Infelizmente só poderei publicar uma das páginas de mascotes, porque a outra se perdeu por aí. Antiguidades né, sabem com é.

Agora, as mais fantásticas fotos de jogadores. Começando pela… digo, pelo Kelly, do Flamengo, cujo nome original (Clesly) acabou gerando um apelido, digamos… incomum para um homem.

Acho que nada supera Paulo Roberto e Yan, os irmãos Onbongo do Fluminense. Preciso dizer mais alguma coisa?

A foto do Caio Junior, que atualmente faz cover do Harry Potter e tenta ser técnico de futebol, me chamou a atenção para um fato. Muitos dos jogadores do álbum se tornaram treinadores, como o Antônio Carlos e o Renato Gaúcho, ou fizeram coisas que aposto que nunca haviam imaginado, como o Mineiro (Guarani), que foi campeão mundial pelo São Paulo em 2005.

Lá nas páginas finais estão as seções especiais.  Primeiro, todas as capas de álbuns do Brasileirão até então (de 90 a 97). Na sequência, uma carta aos leitores explicando o porque de os próximos jogadores do livro ilustrado estarem usando camisas amarelas “nada a ver” e não os uniformes de suas equipes. Acontece que Palmeiras, Botafogo e América/RN optaram naquele ano por não ceder os direitos de imagem à Panini (babaquice total).

Ainda há as seções “Curiosidades do Brasileirão” e “Os destaques do Brasileirão”, que são sensacionais. Nas curiosidades, o que chama a atenção são os erros de português nas perguntas, como frases que deveriam terminar em ponto de interrogação terminando em reticências e verbos no passado quando deveriam estar no presente. Já nos destaques, o destaque vai para a montagem mal-feita das camisas amarelas dos jogadores avulsos, como o Euller, abaixo. Depois, a tabela e alguns dados sobre o torneio (sem figurinhas) fecham o glorioso álbum.

OFF – Álbum Paulistão 97

24/02/2010

O comum para quem gosta de colecionar álbuns é partir para os famosos da Copa e do Brasileirão. Mas, como já postei aqui uma vez, os alternativos têm espaço também nos corações dos amantes de fotos 3×4 de jogadores. O álbum do Paulistão se encaixa nisso, por ser algo mais fechado a um Estado e tal. Tive o “prazer” (e bota aspas nisso) de colecionar o de 1997. Não completei. Mas sei que há algumas pérolas nele. Então vamos a elas!

Começo por algo que já se vê na capa, essa da foto ali em cima. Cadê o Santos? Não jogou o Paulistão? FOI REBAIXADO? Não, claro que não. Mas não cedeu os direitos de imagem. Famoso CHATO. Então nem na capa estava. Mas seus jogadores estiveram no álbum, usando camisas brancas sem o símbolo. Não existiu figurinha do escudo, o nome do clube não aparecia, jogaram essa descrição “meia-boca” que você vê na foto abaixo e acharam que tava tudo certo. E o destaque ficou para a figurinha que substituiu o escudo, esse TRAMBOLHO da federação que também está na foto…

Lá pro fim do álbum, duas sessões, digamos, estupendas. Primeiramente, fotos de mulheres. “Opa, aí sim fomos surpreendidos novamente”, você pensa, já com imagens na mente de garotas seminuas. Porém não se trata disso, e sim de algumas atletas que disputariam o primeiro campeonato feminino da Federação, batizado de Paulistana. E, realmente, mulher bonita você não vê ali.

A outra sessão não trazia figurinhas, o que eu achei uma grande falha. Chamado “Gramados Perfeitos”, mostrava imagens de alguns estádios que seriam utilizados no Paulista. Mas apenas fotos, você não podia colecionar figurinhas deles. Uma pena.

No Paulistão existem muitos times SANFONA, que são aqueles que todo ano ou sobem de divisão, ou caem para alguma inferior. Muitos desses cansaram disso e simplesmente não existem mais, então nesse álbum vemos quatro desses. Três, na verdade. Paraguaçuense, São Carlense e Corinthians de Presidente Prudente. O quarto seria o Lousano Paulista, mas ele é apenas o Paulista, de Jundiaí, com outro nome (algo a ser reparado é que no álbum não existem figurinhas brilhantes. Os cromos com os símbolos são normais. Os dos times da segunda divisão ainda são obrigados a dividir sua figurinha com os goleiros…).

Falando em times menores, algo me chamou atenção. Mas por ser feio demais! O Bragantino, sabe-se lá por qual motivo, resolveu esconder seu fornecedor de material esportivo. Mas como fazer isso sendo que em uma foto de figurinha o jogador é mostrado do peito pra cima? Simples, esparadrapo neles! Com essa prosaica adição, o Bragantino posou para as fotos. O goleiro pelo menos teve como disfarçar melhor…

Finalizando, algumas “estrelas” fizeram parte do álbum. Primeiro, em especial, Zé Carlos, na época lateral da Matonense. “E daí?”, pensa você. Bom, ele foi pra Copa de 98, lembra? Não? Normal. Mas foi titular na semifinal. E isso só um ano depois desse álbum… Depois, selecionei cinco que, quando fui pesquisar, não acreditei que ainda jogavam, ou então que estavam em tais times na época. São eles:

Ps.: O Kobayashi joga até hoje, com 87 anos de idade. Nessa época ele já tinha uns 60.

[OFF] Álbum Super Craques 97 – Craques na bizarrice!

12/02/2010

Passava-se o ano de 1997. Eu, com sete anos, começava a minha paixão por álbuns de figurinhas, principalmente, claro, por futebol. Então, ao descobrir a existência do álbum Super Craques 97, pedi para meu pai deixar-me colecionar, afinal aos sete anos eu não tinha verba própria.

Pois bem, liberado para tal coleção, adquiri o álbum por módicos R$2,50. Cada pacotinho custava R$0,25. Beleza, só que ninguém colecionava, lembro bem. Então por trocas eu não iria longe, era só na raça banca de jornal mesmo.Sobre o álbum, à época não sei o que pensava, mas, o folheando hoje em dia, sinto algo conhecido como VERGONHA ALHEIA de quem teve a idéia de criá-lo. O livro ilustrado era recheado por tudo, menos craques. A bizarrice já começa na capa. Como em grande parte dos times representados não foi conseguida a licença para uso de imagem, foi feita uma montagem digna de usuários do PAINT. As camisas, como se vê pelo jogador vestindo azul ao lado de Ronaldo em um fundo PSICODÉLICO dourado, são manipuladas por aquele comando de “preencher com cor”. A seção “Estrelas do Campeonato” é cheia disso, como podemos ver pela foto de Paulo Nunes.

 
O álbum era dividido em seções. A última seção se chamava “Nos Campos da Europa”. Trazia grandes jogadores como Beto – o popular Beto Cachaça -, Caio Ribeiro – hoje comentarista – e o mito, AMARAL.

Carta ao Leitor, a primeira seção, trazia o seguinte excerto: “Foram eleitos os principais jogadores de cada posição. Uma ESCOLHA DIFÍCIL por parte dos especialistas deste esporte, pois o Brasil é um país pródigo em revelar craques, em sua maioria, atuando no mercado europeu, como por exemplo Ronaldinho, nossa capa”. Bem, veremos que escolha difícil não era. Pois agora montarei uma seleção só com CRAQUES de 97.

  

   

    

   

Ricardo Pinto; Dedimar, Sandro Blum, TONHÃO e Nonato YELLOW KID (olhem o boné); Embu, Mancuso, ADOÍLSON e Luiz Müller; GÍLSON e Mazinho Loyola. Téc.: Candinho (único técnico no álbum).

Talvez não tenha sido um grande ano para o futebol brasileiro…