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Álbum de 62: e os escudos das Confederações?

09/06/2010

No último post sobre um dos álbuns de 62, o mais antigo que tivemos acesso até agora, avisei que os detalhes seriam apresentados em várias etapas, para não perder a graça. Hoje o destaque vai para os cromos que atualmente são os brilhantes, mas na época eram apenas figurinhas simples (e bota simples nisso): os emblemas das seleções.

Olhando a página do Brasil, procurei pelo escudo da antiga CBD, só para ver como era, se tinha algo diferente, e não achei! No lugar dele está o brasão de armas, com a bandeira localizada logo acima.

Analisando todas as páginas, vi que aconteceu o mesmo com todos os países. Todos os escudos são o brasão nacional, não o da confederação esportiva, além de serem acompanhados pelas bandeiras, que hoje só aparecem nos álbuns quando dá algum problema com o licenciamento. Um tanto ufanista, eu diria.

A Inglaterra não foi apresentada no álbum com sua bandeira própria como acontece atualmente e sim com a bandeira do Reino Unido (Union Flag)

Bem, o motivo disso eu não sei. Mas é curioso conhecer os brasões de todos os países… Geralmente conhecemos apenas os escudos de futebol! Confiram abaixo o restante dos brasões:

Rússia e México

Iugoslávia e Itália

Hungria e Espanha

Colômbia e Chile

Tchecoslováquia e Bulgária

Argentina e Alemanha

Uruguai e Suiça

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: Na sexta-feira, dia da nossa próxima postagem, terá início a COPA DO MUNDO 2010! Certamente a data mais esperada do ano. E podem se preparar para novidades aqui no blog!

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“Paredões” da Copa – Trofeu Lev Yashin

04/06/2010

O natural era que o post de hoje fosse do Noronha, mas como ele viajou, nós trocamos. Na segunda-feira ele estará de volta!

Ser goleiro é ser único dentro de um time de futebol. Só ele pega a bola com as mãos e usa um uniforme diferente, além de luvas. É o responsável por evitar aquilo o que todos querem ver: o gol. Mas também arranca suspiros de alívio dos torcedores da sua equipe quando opera um “milagre”. Dizem que é uma posição ingrata, uma pressão inigualável…  afinal, “engolir um frango” pode custar a perda de um título. Mas fazer defesas brilhante, pegar um pênalti (ou até mesmo dois, ou três) pode reverter esse quadro e transformar o arqueiro em um heroi.

Nas Copas do Mundo, desde 1994, o melhor goleiro da competição ganha um prêmio chamado “Trofeu Lev Yashin”. Nada mais justo, afinal, Yashin é considerado por muitos o melhor goleiro da história do futebol.  E aqui no blog as figurinhas – que são sempre as primeiras de cada página nos álbuns – dos vencedores deste trofeu ganham destaque, começando pelo craque que dá nome ao prêmio.

*Este texto é dedicado somente aos vencedores do prêmio. Outros grandes goleiros, como Peter Schmeichel, com certeza serão lembrados em posts futuros.

Lev Yashin (figurinha do álbum de 62) – O goleiro, conhecido como “Aranha Negra”, devido ao uniforme todo preto, defendeu a União Soviética em Copas do Mundo de 58 a 70. A participação em 58 foi a melhor. Em um jogo contra a Áustria, defendeu um pênalti sem dar rebote, supreendendo a todos. No jogo contra a Inglaterra, que decidiria a vaga para os mata-matas, Yashin segurou heroicamente a pressão inglesa após o gol da URSS, que foi o único da partida. Números apontam que Yashin defendeu 150 pênaltis na carreira. Além disso, tinha uma visão de jogo e capacidade de antecipação das jogadas fora do comum.

Michel Preud’homme (1994) – Experiente em 1994, o goleiro belga tomou apenas um gol, fez  e foi responsável direto pela classificação de seu país às oitavas-de-final. Apesar de ter ido à área adversária para tentar marcar um gol, não conseguiu segurar a Alemanha e a Bélgica foi eliminada, perdendo por 3×2. Mesmo assim, foi considerado o melhor goleiro da Copa. Era chamado de Saint Michel pelos fãs, por causa das defesas impossíveis e pelas vitórias que segurou sozinho.

Fabien Barthez (1998) – Titular da seleção da França na Copa de 1998, Barthez assegurou a titularidade na meta francesa até a Copa de 2006, quando se aposentou. O país-sede daquele ano, comandado pelo craque Zidane, chegou à final contra o favorito Brasil, e em jogo cheio de polêmicas, venceu por 3×0. Barthez foi considerado o melhor goleiro do torneio e se tornou um ídolo em seu país.

Oliver Kahn (2002) – Além de receber o  trofeu Yashin (apesar de ter dado um rebote em uma bola defensável em plena final), foi o primeiro goleiro a ser considerado o melhor jogador do Mundial e suas atuações brilhantes levaram a Alemanha à final contra o Brasil.  É considerado por alguns o goleiro mais completo que já existiu. Muitos brasileiros questionam os prêmios ganhos pelo alemão em 2002, alegando que o melhor jogador da Copa teria sido Ronaldo, ou Rivaldo, e o melhor goleiro, Marcos, que resolveu para o Brasil na hora da decisão.

Gianluigi Buffon (2006) – O tetracampeonato mundial conquisado pela Itália era o cenário perfeito para homenagear um dos maiores goleiros do futebol atual. Buffon é um goleiro seguro e de ótimos reflexos, retrato dos verdadeiros paredões defensivos que a seleção italiana costuma armar.

Colo-Colo? La U? É o álbum da Copa do Mundo ou da Libertadores?

02/06/2010

O pessoal de hoje em dia está acostumado com álbuns cheios de cores, design moderno, figurinhas autocolantes, brilhantes e tudo mais. Mas como podemos perceber analisando e comparando os posts do blog, nem sempre foi assim. Quanto mais antigo o álbum, mais simples (pra não dizer tosco) ele era. Eu, particularmente, tinha a curiosidade de ver um álbum da “Era Pré-Panini”, ou seja, anterior a 1970. Felizmente, graças a colaboração do Fabiano Pellege, do ‘Blog do São Paulo’, e do Ricardo, do ‘Meu time de botão’, consegui matar minha curiosidade. Chegou até a gente um álbum da Copa de 62! Eu achei sensacional, o álbum traz muitas peculiaridades, e até algumas surpresas!

Bem, o álbum está inteiro em espanhol. Não há aquelas traduções em todas as línguas que são de praxe atualmente. Fico me perguntando se ele é universal ou lançado apenas em um país. Provavelmente a segunda opção… a versão brasileira, creio eu, devia ser diferente dessa. E as figurinhas provavelmente vinham em pacotes de balas, já que o livro ilustrado é entitulado “Caramelos – Campeonato Mundial de Futebol de 1962”.

Mas não vou comentar tudo, tem muita coisa que deixarei para um futuro post. Vamos ao destaque de hoje. Estava eu lá, olhando o álbum, página por página, quando me deparo com isto:

“O que uma foto posada do Colo-Colo está fazendo no álbum da Copa?”, pensei. Prestando mais atenção, você vê que há duas páginas totalmente dedicadas a figurinhas dos clubes da primeira divisão chilena, desde os mais tradicionais, como o próprio Colo-Colo, Universidad de Chile e Universidad Católica, até alguns que pouca gente ouviu falar, como Union San Felipe e Nublense. Veja todos os cromos abaixo:

Ainda não vi todos os álbuns de Copas (espero conseguir um dia), mas acredito que essa tenha sido a primeira e única vez que fotos posadas de times estiveram estampadas no livro ilustrados. Legal, não?

Penteados da Copa – Parte III (1986 e 1990)

28/05/2010

A série “Penteados da Copa”, que já homenageou os mais exóticos visuais de jogadores dos álbuns de 94 a 2006 chega a sua terceira parte, desta vez exibindo e analisando cromos dos livros ilustrados dos mundiais de 86 e 90. É interessante perceber que, conforme a época, os visuais mais comuns vão mudando, e, com isso, algumas categorias são extintas e outras surgem no lugar delas.

No post de hoje, as categorias “Dreadlocks” e “Ovelhas”, que marcaram presença nas duas primeiras edições da série, foram deixadas de lado, por não contarem com muitos representantes. Na época 86/90 o Bigodinho Super Mario e os Mullets, quando não os dois juntos, estavam em 6 a cada 5 seleções da Copa do Mundo. Além desses, a Barba de Viking e o Blackpower (primos dos Ovelhas) também estavam na moda. Jogadores fora dos padrões, que estavam muito a frente de sua época também têm espaço aqui na categoria Únicos.

Não dá para colocar todos os exemplos de cada categoria, então escolhi alguns que se destacam mais. Então, vamos a eles!

Bigodinho Super Mario – Se eles colocassem um macacão azul e gritassem “It’s-a-me, Mario!”, poderiam tranquilamente se passar pelo famoso personagem dos games da Nintendo. Os cortes de cabelo comuns só deixam mais em evidência as taturanas que esses jogadores cultivavam sobre as bocas. Alguns exemplos da espécie são os búlgaros Petar Petrov e Rusi Gotchev, o iraquiano Abdul Fatah Nussayef, o irlandês Billy Hamilton e o Super Mario mais acabado que eu já vi, Zoran Vulic, da Iugoslávia.

Mullets – Sim, eles permaneceram na série. Afinal, o que são os anos 80 e início dos 90 sem os Mullets? Os caras achavam bonito deixar crescer aquele rabinho… vai entender. Aqui, só entraram os que faziam a barba. Portanto, Chris Waddle, da Inglaterra, Tony Meola, dos EUA  e Joakim Nilsson, da Suécia, garantiram presença.

Blackpower – Os Ovelhas deram lugar a seus ‘primos’ Blackpowers. O Blackpower nada mais é do que um cabelo Ovelha que fica armado. O francês Rust, o argentino Ruggeri e o goleiro brasileiro Carlos são os representantes escolhidos.

Híbridos (Mullets ou Blackpowers + Bigodinho Super Mario) – Esses sim são TROO. Eles não apenas adotam o Mullet ou o Blackpower. Eles adotam o corte de cabelo JUNTO com o Bigodinho Super Mario. Foi só bater o olho que elegi o austríaco Kurt Russ o mestre desta categoria. Mas os outros também não estão muito longe, e brigam de igual para igual para ver quem é mais style: os brasileiros Alemão e Júnior; o uruguaio Eduardo Pereira, que aliás, tem o maior Mullet da História das Copas; o clássico do bigodinho, Völler, da Alemanha e o goleiro mexicano Heredia.

Barba de Viking – Eu me pergunto, porque tanta barba? Para ser respeitado? Pra mostrar que é macho? Não conhece gilete? Não sei, mas o tanto de piolho que esses caras devem ter no rosto não é brincadeira. É claro que estou brincando, afinal,  ter barba ou não é opção de cada um. Mas as barbas de viking desses camaradas chamam tanta atenção que viraram categoria aqui no post. O careca Bruce Wilson, do Canadá, o paraguaio Delgado, que mais parece lutador de UFC, os aspirantes a Vikings húngaros Disztl e Roth e o goleiro uruguaio Rodolfo Rodriguez  são os maiores representantes dos barbudos.

Únicos – Por fim, na categoria ‘Únicos’ desta edição temos personagens famosíssimos no futebol. O craque holandês Gullit, que já foi citado outras vezes aqui, era inovador em 90 ao usar um dreadlock monumental, não visto nem mesmo hoje em dia. E o folclórico goleiro colombiano Higuita, cujo cabelo não consigo encaixar em nenhuma outra categoria, além do bigode e da cara de “galã” inconfundíveis.

BOMBA: Figurinha oficial do Grafite! Será?

19/05/2010

Nesta quarta-feira, 19 de maio, o portal UOL – Copa do Mundo  publicou uma notícia entitulada: “Panini admite que pode ‘atualizar’ álbum da Copa com novos convocados”. OOOPA! AÍ SIM HEIN! De acordo com a matéria, que pode ser lida na íntegra neste link, “diante da repercussão da ausência de nomes como Grafite” (será que eles acompanham o blog?) a empresa estuda a criação de novas figurinhas.

Seria ótimo, hein. Vai ver os novos cromos sejam parecidos com essas montagens publicadas no site Kibe Loco… Essas até que enganam bem!

O legal é que a ideia seria adotada para jogadores das principais seleções do mundo, não ficando restrita apenas aos que vão à Copa mas não estão no álbum. O livro ilustrado provavelmente não será atualizado, até porque muita gente já o completou. Segundo a matéria, a tendência é que seja criado um fotocard, uma espécie de cromo não adesivo que conteria todas as informações do jogador. É bom lembrar que algo parecido já aconteceu em 2006, no caso das “extra-stickers” do Lehmann (Alemanha) e Inzaghi (Itália).

Aos que, por exemplo, detestaram o fato de o Valdívia não estar no álbum, ainda há chance! O André Alfieri, que sempre comenta aqui no blog, ficou tão revoltado que fez a própria figurinha do Mago e colou no álbum… é a grande oportunidade de a Panini se redimir dessa!

Se essas figurinhas forem lançadas, o que faremos com elas? É óbvio que vai ter um monte de gente que vai colar (com cola bastão mesmo) os novos cromos no álbum sem dó, em cima dos jogadores não-convocados ou em um espaço aleatório. Eu, particularmente, gostaria de ter as novidades em mãos, mas não as colaria… sem um motivo claro, talvez por dó, sei lá…

E aí, vai colar ou não? Relaxa, tem bastante tempo pra pensar… Afinal, a Panini vai esperar 1º de junho, o dia da convocação final, antes de fazer alguma coisa.